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Última atualização: 17.05.2026
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Em 1186 as atuais terras de Valbom encontravam-se em pleno território da Covilhã, após atribuição de diploma foraleiro à Covilhã por D. Sancho I.
Posteriormente e com a atribuição do Foral a Sarzedas em 1212 também por D. Sancho I, passou para o limite administrativo do concelho de Sarzedas.
Em 1213, século XIII, com a morte do Rei D. Sancho I, todo o território de Sarzedas[1] é doado a Gil Sanches de Portugal.
Segundo Oliveira (1889), em 1407 o rei D. João I realizou uma troca das "Cerzedas e souereira fremosa" [Sarzedas e Sobreira Formosa] por Almeida, "sendo aquelas vilas dadas em escambo com seus termos senhorios, rendas e direitos".
O termo "Vall Bom" presente no foral manuelino será uma prova direta de uma transição linguística.
Vall é a forma arcaica/medieval de vallis (latim) e Bom deriva de bonus; esta aglutinação segue a regra padrão da formação de topónimos na Península Ibérica durante a fase da Reconquista e do repovoamento do território.
A designação como "herdade" sugere a existência de uma propriedade rural rústica (agrícola, silvícola ou pecuária). A
escolha do nome [Vale Bom] indica que, antes de ser um aglomerado
populacional, o local foi identificado pelas suas características
geográficas favoráveis — um vale fértil ou abrigado — o que é típico da
nomenclatura de origem românica.
Pelo que será correto e seguro afirmar que o nome é puramente latino-românico, partilhando a mesma raiz etimológica que os outros nomes "Valbom" do nosso país.
"Por esta época já Sarzedas era domínio dos Senhores de Sarzedas e Fermosa (Sobreira Formosa). A partir de 1630 – por carta régia de Filipe III – e até 1748, foi domínio dos Condes de Sarzedas, título que passou por nove titulares e que terminou com a morte da última condessa [D. Teresa Marcelina da Silveira Silva Telles], por não ter sucessores directos. A partir desta data a vila de Sarzedas e o seu termo foram integrados nos bens da Coroa".[3]
"Em 1762 – com Portugal envolvido na Guerra dos Sete Anos, por se ter recusado a tomar parte na luta contra os seus velhos aliados ingleses – o País foi invadido pelos exércitos franco-espanhóis. Sarzedas foi ocupada, tendo sido aqui que o general invasor, o espanhol Conde de Aranha"[3] [Aranda], tendo aqui estabelecido o seu quartel.
Em 6 de novembro de 1836 o concelho de Sarzedas foi extinto por decreto da rainha D. Maria II, tendo sido posteriormente restabelecido pela mesma monarca, pela Lei de 27 de setembro de 1837 [4].
Mas esta nova elevação a concelho foi curta, pois o concelho de Sarzedas foi novamente extinto a 16 de fevereiro de 1848 [5] [ainda no reinado de D. Maria II] passando após esta data a ser englobado nos limites do concelho São Vicente da Beira. Os tempos são conturbados e em 20 de janeiro de 1894 deu-se a Revolta dos Gabões, episódio que veio demonstrar a grande insatisfação vivida pela população da aldeia e das aldeias vizinhas.
Com a extinção do concelho de São Vicente da Beira (7 de setembro
de 1895), o território de Valbom passou a ser englobado no concelho de Castelo Branco.
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1) Portugalliae
Monumenta Historica a saeculo octavo post Christum usque ad
quintumdecimum: Leges et Consuetudines. Lisboa: Academia das Ciências,
1856-1868. V. I, p. 555-557.
2) Centro de
Estudos de Genealogia e Heráldica Barão de Arêde Coelho - Revista
trimestral de edição digital, n.º 6 – Outubro-Dezembro (Ano II) (2015).
3) https://jf-sarzedas.pt/historia/
4) Oliveira, A. C. (1989). Sarzedas e seu termo. Aspectos geográficos, históricos e etnográficos. Castelo Branco.
5) DIGIGOV – Diário do Governo Digital (1820-1910) (1848).